No dia 05 de agosto desse ano, os jornais mundiais anunciaram o primeiro hamburguer produzido em laboratório, à partir das células tronco bovinas. Segundo os jornais, esse hamburguer "artificial" ainda está longe de agradar o paladar dos consumidores assíduos de carne, além de estar muito longe de ser acessível para a população em geral - o custo do projeto, até o momento, foi em torno de R$750 mil. Assista o vídeo.
Mas se o gosto não é igual ao da carne natural e o custo foi tão elevado, qual a vantagem de produzirmos carne no laboratório?
A produção de carne bovina exige grandes espaços para pastagens (cerca de 30% da área utilizável da superfície do planeta), além de um grande consumo de água. Outro ponto importante está na emissão de gases de efeito estufa. Segundo o Worldwatch Institute, o agronegócio é responsável por 25% da produção mundial de gás metano e, desse total, metade é proveniente da atividade pecuária. (Para saber mais, clique aqui.). Por fim, é crescente o número de ativistas que optam por estilos de vida sem o consumo de proteína animal, devido aos maus tratos e a violência sofrida pelos animais.
Dessa forma, encontrar meios alternativos e sustentáveis para saciar a necessidade humana por proteína animal, num planeta que já bateu os 6 bilhões de habitantes, é imprescindível para continuarmos por aqui. Há quem aposte em outras fontes de proteína (como essa aqui), mas será que estamos preparados para isso?
Leia também: The Guardian
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